A criatividade para títulos acabou.

Vou viajar. Dar um pulo na Europa. 15 dias. Lua de mel. Pois é, casei. Foi uma cerimônia simples, até pra economizar dinheiro para viajar. Compensa bem mais do que gastar rios de dinheiro para uma festa da qual as pessoas vão sair procurando qualquer motivo para reclamar. Foi uma cerimônia simples, no salão de festas do prédio. Me vesti com um terno alugado barato que ficou grande em mim, um cara que já é grande (gordo mesmo, não forte), ou seja, fiquei ridículo. Mas o pior foi eu ter congelado na hora de fazer um discurso e não ter dito nada. Era a chance de fazer uma declaração pública romântica para a minha noiva/esposa. Ela gosta dessas coisas e merecia. Entrei na festa mudo e saí calado. Tal qual o bosta que sou.

Pois bem, a festa passou, isso foi em agosto de 2018… Enquanto isso atualmente estou fazendo muitos nadas, só me afundando no vicio. Sem estudar de verdade, fingindo que trabalho (inclusive estou escrevendo isso no trabalho), e principalmente sem dar a devida atenção pra minha esposa. Dá pra ser pior? Talvez até desse, mas deixa pra lá, isso não é desculpa.

Bom, é isso. Até a próxima. Foi só o que deu pra escrever agora. Na verdade eu cheguei a escrever mais um texto depressivo me xingando e implorando pela morte, mas esse blog já está cheio desses textinhos ridículos. Esse aqui não é muito melhor, mas pelo menos é algo diferente. Tá mais pra um diário…

Pelo menos estou ansioso pela viagem, vai ser curta, apenas 15 dias, mas vamos passar em várias cidades/países (Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Roma e ainda estamos discutindo se Praga ou Bruxelas), uns 2 dias em cada. Não vai dar pra conhecer 100% mas pelo menos aquela atração principal que é imperdível (e clichê) sim, Torre Eiffel, Big Ben, Muro de Berlim, Coliseu, etc etc etc…

Flw.

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M. 

Não consigo. Desejo. Almejo. Sonho. Mas não consigo, de maneira alguma, pôr fim à minha existência. 

Por quê? Sou fraco até para isso.

E assim, continuo sendo um desperdício. De ar. De espaço. De recursos. De vida.

Um ser humano que é menos do que o nada. Um desmerecedor de tudo que tem ou teve algum dia. 

Uma ridícula mancha de bosta que não sai, não desgruda. 

Se Deus existe, só peço que me tire dessa existência. Que me mande para o inferno, se for preciso. Ou pelo menos me dê forças para que consiga fazê-lo eu mesmo. 

Vivo-Morto

O cadáver em decomposição.

 Não enterrado.

 Carregado. 

Empurrado.  Ressurreição? 

A vida que vai, a procissão que  se segue. O cortejo de dois, seguindo e venerando o moribundo, rindo e chorando, chorando e rindo.

Capítulo 1

Em algum lugar na planície de Valen, em um campo vasto, cuja grama já não se distingue mais do sangue e das tripas esparramadas dos homens estirados ali. Aproximadamente 5 centenas deles, embora parecessem mais. Um caos silencioso, ainda que houvessem alguns homens que gritassem de dor, seja por uma perna rasgada e perdida na altura do joelho, ou por estar cravado ao chão pela lança inimiga na barriga. Haviam também os sobreviventes calados, mudos pelo medo ou paralisados pela dor, o choque de ver a morte de frente e ainda não se darem conta de que veriam um dia novo pela frente, na sua maioria novatos, soldados recém inscritos. Somente poucos comemoravam devidamente sua vitória.

Em meio ao caos, um homem de pele morena, vestindo o tradicional manto verde-musgo dos oficiais do Reino de Casevelli, agora sujo de sangue, em cima de uma armadura que um dia foi brilhante, hoje áspera como uma rocha, opaca como vidro sujo. O homem analisava o campo de batalha, tentando contabilizar os mortos.

— Capitão Mosvat! – disse um jovem soldado que se aproximara pelo flanco, ofegante – os homens de Karavar estão comendo os mortos!

— Deixem-nos – disse Mosvat, não sem uma cusparada em seguida.

— Mas senhor! Isso é um sacrilégio! É perturbador, é…

—Chega! – Mosvat ameaçava perder a calma – Em primeiro lugar não discuta com seu superior. Segundo, é costume dos karavianos e iremos respeitar. Se sente-se perturbado, não olhe e muito menos faça. Você não é obrigado a comer nada além da comida que sua esposa lhe prepara.

O soldado abaixou a cabeça, pediu desculpa pela insolência e saiu rumo à tenda onde estavam sendo tratados os feridos. Mosvat entendia a preocupação do compatriota, também não lhe agradava o ritual estranho dos vizinhos, mas já havia se decidido a respeitar os rituais dos outros povos, especialmente quando estes eram parceiros comerciais do reino, e o rei Bradovir II em pessoa havia firmado acordo de expansão territorial em conjunto com o rei karaviano. Os dois exércitos estavam em aliança militar, e não seria um jovem soldado incomodado que desfaria isso.

No meio do campo de batalha, em meio à todo o sangue recém derramado e toda a carne recém retalhada, alguns karavianos realizavam o ritual ali mesmo, enquanto os corpos ainda estavam frescos. Ao contrário do que se pensa e fala pelos vilarejos e ruas da capitais, os karavianos não são canibais, ao menos não no sentido de se alimentar ou sentir prazer comendo carne humana. De fato, os karavianos comem uma parte de algum inimigo que eles mesmo tenham matado em batalha como parte de um ritual antigo, datando desde a época de Borum, o grande, quando os Karavianos ainda eram considerados bárbaros, bastando somente uma pequena porção e não se banqueteando sobre os cadáveres estirados em mesas nas festas dos seus grandes salões de madeira como balbuciam por aí os menos informados. Não, basta um pequeno pedaço, não pequeno demais como uma orelha, mas nada exagerado como uma mão inteira. As partes preferidas, portanto, eram os dedos, mais das mãos do que dos pés, e algum filé da barriga ou das nádegas, áreas com carnes mais gordurosas, portanto mais macias e mais fáceis de engolir. Acreditavam que assim ficariam mais fortes à medida em que canibalizavam mais e mais inimigos, porém apenas uma “refeição” por batalha. Depois de algumas dezenas de vitórias e dedos mastigados, sua força chegava a duplicar, até triplicar. Pelo menos era nisso que acreditavam. Porém, a maioria não chegava tão longe na vida para atestar a autenticidade do ritual.

Déjà Vu

A mácula inserida. A culpa pulsante, como uma bolha de pus empurrando a pele e o músculo, apertada entre duas paredes de carne. A raiva, sobre tudo, mas de quem?

A ignorância é uma bênção.

 

Dinheiro

A evolução da condição humana é algo interessante. Partindo do princípio de que os humanos primitivos viviam nas suas pequenas aglomerações de no máximo uma dúzia, cercados da natureza agressiva, lutando dia-a-dia pela sua sobrevivência de modo literal, caçando o almoço diário, sempre em busca de proteção contra predadores, até os tempos modernos de civilizações avançadas, incontáveis ciências descobertas e em constante evolução, ainda lutamos pela sobrevivência, mas agora de modo figurado. Em vez de lanças pegamos em livros, nossa comida é comprada no supermercado ou no restaurante, e não mais abatida em planícies ou florestas.

Mas o que não muda é o fato de que temos que dar algo em troca. Outrora a dedicação e esforço da caça, agora a dedicação e esforço do trabalho. Na verdade, dinheiro, que normalmente é obtido pelo trabalho. Mas em situações menos comuns pode-se obter dinheiro pela sorte. Ou pelo crime. De qualquer maneira, o dinheiro manda.

Dinheiro compra todos os bens materiais que o ser humano precisa para sua sobrevivência. Você deve estar pensando agora “Mas não compra felicidade”. Pode ser, mas não é essa a questão. E se tudo que você tiver na vida for felicidade, logo estará em um hospício ou morto de desnutrição em uma ruela. Enfim, é isso aí. Tempos modernos. Essa porra toda. Dinheiro e gente demais.

Falando nisso, o problema do mundo é que não há recursos suficientes para acomodar tanta gente. Ou reduz-se o consumo e degradação de recursos naturais, principalmente os não-renováveis, ou reduz-se a população. Drásticamente. Estilo Ra’s Al Ghul.

Olá.

Um dia desses estava lembrando de um “desenho com gente” que assistia quando criança….. Era assim que eu chamava séries antes de saber o nome certo :D:D:D    Enfim, se chamava Bernardo e seu Relógio, e passava no Discovery Kids ou algo assim Kids e alguma coisa // tanto faz….

Nele, um garoto chamado Bernardo tinha um relógio (capt obvious) que parava o tempo… Não lembro se dava pra voltar e avançar no tempo, e não quero pesquisar já que prefiro descrever de cabeça o que lembro do desenho com gente. Seria muito fácil simplesmente ir na Wikipedia ou pai Google e obter todas as informações técnicas, mas aí que graça teria? Aliás, essa é uma das consequências da internet inserida tão intrinsecamente na vida das pessoas: elas estão ficando burras. Mas esse não é o assunto da vez.

A questão é que, acho que foi a partir dali que fiquei fascinado com a idéia de manipulação do tempo, sim MANIPULAÇÃO pois parar o tempo é legal, e esse poder por si só já seria incrível, mas eu gostaria mesmo de poder me mover no tempo à vontade, podendo viajar séculos ou milênios ao futuro ou ao passado. Já até imaginei o nome: Timewalker. Andarinho do tempo. Olha só! Se eu pudesse desenhar faria uma HQ disso. Ou se eu pelo menos pudesse pensar numa história interessante escreveria um conto. Ou tentaria. Outro poder que gostaria muito de ter seria imortalidade. Não sei nem explicar o por que, mas viver eternamente também me fascina. E não penso nisso como uma maldição como muitos acreditam. “Ah você vai ver todos que ama morrerem” tudo bem, até por que não sendo imortal já vou ver muita gente que amo morrendo mesmo, que diferença iria fazer? Voltando pra conversa do tempo….

Se eu tivesse o poder de viajar/parar o tempo, não seria um herói como no imaginário coletivo fantástico do cinema/quadrinhos e essas porcarias clichês. Também não seria vilão, eu acho. Usaria os poderes PRA MEU BENEFÍCIO. Sim, digo mesmo. Ia viajar no futuro, pegar os números da mega-sena e ganhar dezenas de milhões de reais, viver a vida numa boa sendo sempre rico. Me vingaria das pessoas que odeio, fazendo sei lá o que, iria pensar na hora. Mas basicamente isso. Não usaria uma roupa ridícula em formato de relógio e me chamaria Homem-Tempo, o herói de todas as horas (já to vendo essa HQ chegando). ISSO é ser vilão? Eu particularmente acho que não. Claro que não seria uma boa atitude me vingar de quem odeio e tal, mas as pessoas comuns já fazem isso sem poderes. Bom, que seja.

É isso aí, meu primeiro “texto” desde abril de 2014, mais de um ano atrás. E antes disso, 3 anos de hiato. É bom escrever essas porcarias, pode não ser nada impactante ou que mude o mundo, mas é satisfatório saber que estou produzindo algo, por menor que seja. Faz tempo que só consumo incessantemente. Jogos, filmes, séries, hq’s, etc etc etc etc…. Mídia de entretenimento, pra resumir.

Aliás daqui há 3 dias é meu aniversário, mas não gosto dessa data. Mas isso é assunto pra outro texto.

Ah, por curiosidade fui pesquisar sobre o tal Homem-Tempo pra saber se tinha algo, em português só obtive resultados esdrúxulos como previsão do tempo, música sertaneja e um texto religioso debatendo o tempo de Deus X o tempo do homem (What da fuck), se bem que esses dois últimos resultados definem em parte o que é o brasil. Já em inglês achei um tal Timeman, um chefão do Mega Man Powered Up, remake do Mega Man original de NES para PSP (segue foto). Não tem praticamente nada do Homem-Tempo que eu imaginei, com a única excessão do relógio no meio do peito.

HOMEM TEMPO
HOMEM TEMPO

O que é incrível já que eu AMO Mega Man…. Tudo bem, eu amo a serie X, já a clássica eu apenas gosto. Falando em Mega Man, vou fechar o post com uma das melhores aberturas dos games até hoje, a de Mega Man 2 de NES.

Ok, Flw.